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Unimed Bauru promove palestra sobre uso responsável das canetas emagrecedoras

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A Unimed Bauru realizou, no último dia 21 de maio, no auditório do CDU, a palestra “Além da Estética: Conscientização e Uso Responsável de Medicamentos Emagrecedores”, promovida pelos setores de Saúde Ocupacional e Medicina Preventiva. A ação reuniu colaboradores em dois horários e trouxe reflexões sobre obesidade, saúde metabólica, saúde mental, emagrecimento saudável e os impactos do uso das chamadas “canetas emagrecedoras”.

 

Conduzida pela nutricionista Mariana Inri e pela psicóloga Natália Mangili Silva, a palestra destacou a importância de compreender a obesidade como uma doença crônica e multifatorial, a necessidade de acompanhamento multiprofissional durante o processo de emagrecimento e a adoção de hábitos saudáveis para resultados sustentáveis.

 

Durante a palestra, a nutricionista Mariana Inri alertou para o crescimento contínuo da obesidade infantil e adulta no país. Citando o inquérito Vigitel, do Ministério da Saúde, ela pontuou que 55,4% dos brasileiros sofrem com excesso de peso e 19,8% convivem com a obesidade.

 

Segundo a profissional, o processo de emagrecimento envolve mecanismos complexos do organismo, especialmente relacionados aos hormônios responsáveis pela fome e pela saciedade.

 

A especialista explica que as canetas emagrecedoras, análogas ao GLP1, não devem ser vistas como soluções. “A medicação silencia o ruído mental da fome, mas a nutrição é o que reconstrói a saúde metabólica. Sem comida de verdade, a caneta vira apenas um freio temporário”, afirmou.

 

O impacto na saúde mental

A psicóloga Natália Mangili Silva abordou a relação entre alimentação, emoções e comportamento alimentar, ressaltando que o emagrecimento também impacta diretamente a saúde mental. “Não dá para separar alimentação de emoção. A comida está presente em momentos de ansiedade, alegria, compensação e acolhimento”, afirmou.

 

Durante a apresentação, Natália explicou que o uso das canetas pode trazer um alívio emocional inicial, especialmente para pessoas que convivem há anos com frustrações relacionadas ao peso, mas, alerta que, embora as medicações reduzam a fome física, elas não tratam automaticamente questões emocionais relacionadas à comida, à ansiedade e à autoestima.

 

Para ela, sem acompanhamento psicológico durante essa etapa, outros comportamentos compulsivos podem surgir ou se intensificar, como jogos de azar, compras excessivas e outras formas de compensação emocional, podendo desencadear crises de ansiedade, irritabilidade, pânico e sofrimento psicológico.

 

Ao final da palestra, as especialistas reforçaram que o emagrecimento saudável acontece a partir de um cuidado integral, destacando um processo contínuo, que exige mudanças de hábitos, consciência corporal e equilíbrio emocional.