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Unimed Bauru capacita lideranças da cooperativa sobre uso ético da Inteligência Artificial no setor de saúde

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Inovação, segurança e inteligência artificial foram os temas centrais da palestra "Inteligência Artificial", ministrada por João Gonçalves, CEO da HDPO Consultoria. No dia 22 de junho, às 9h30, o auditório do Centro de Estudos do Hospital Unimed Bauru (CEHUB) recebeu uma capacitação voltada às lideranças dos diversos setores da instituição, com foco na aplicação da tecnologia à área da saúde.

 

A iniciativa foi promovida pelo Comitê de Privacidade da Unimed Bauru, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o uso ético e responsável das novas tecnologias no ambiente assistencial e corporativo, além do incentivo a segurança dos dados das instituições hospitalares.

 

Durante o encontro, foram apresentados os principais conceitos relacionados à Inteligência Artificial e suas aplicações práticas na área da saúde, demonstrando como a ferramenta pode contribuir para a transformação digital do setor. Entre os benefícios abordados, destacaram-se a otimização de processos administrativos e assistenciais, a automatização de tarefas operacionais, a agilidade na análise de grandes volumes de dados e o aprimoramento da experiência e da segurança do paciente.

 

Também foram discutidas aplicações já presentes na rotina da saúde, como sistemas inteligentes de apoio diagnóstico, análise preditiva de dados, monitoramento de indicadores assistenciais, ferramentas de triagem, gestão hospitalar e apoio à personalização de tratamentos.

 

Outro ponto abordado durante o encontro foram os riscos associados ao uso inadequado e indiscriminado da Inteligência Artificial. Entre eles, a geração de vieses preconceituosos decorrentes de bases de dados que não representam adequadamente a população analisada, a disseminação de informações falsas ou imprecisas, conhecidas como "alucinações" dos sistemas de IA, além de questões relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), à confidencialidade e à privacidade de pacientes e colaboradores.

Para João Gonçalves, a Inteligência Artificial não substitui o trabalho humano, usada como ferramenta de apoio e aplicada de modo correto, ela amplia e refina a produtividade das equipes. "O fator humano é o elemento central nesse processo. A inteligência artificial deve ser usada como um instrumento de auxílio em demandas operacionais e mecânicas, como a correção de relatórios, a elaboração de resumos ou a organização de tarefas. Já a análise crítica, a ética profissional e a tomada de decisão estratégica continuam sendo, necessariamente, funções desempenhadas por pessoas, afinal, a sensibilidade e o cuidado dentro do ambiente hospitalar são habilidades essencialmente humanas", afirmou.

 

Ao final da palestra, os participantes foram convidados a participar de um jogo com perguntas sobre o tema, com distribuição de brindes, além de um café especial oferecido a todos os presentes.