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Comitiva do Rio encerra participação na Semana de Competitividade 2026

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A participação do Rio de Janeiro na Semana de Competitividade 2026 chegou ao fim nesta quinta-feira (13), em Brasília. Durante três dias, representantes de cooperativas fluminenses, dirigentes e colaboradores do Sistema OCB/RJ acompanharam uma programação voltada a um desafio que diz respeito ao presente e ao futuro do movimento: fortalecer a cultura cooperativista dentro das próprias organizações.

Realizada pelo Sistema OCB, a Semana de Competitividade reuniu cerca de 800 participantes de diferentes estados no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Com o tema “Cultivando a Cultura Cooperativista”, o encontro promoveu palestras, trilhas, laboratórios e atividades sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão, diversidade, liderança e relacionamento com os cooperados.

O Rio de Janeiro esteve representado por uma comitiva de 32 participantes, entre representantes de cooperativas, dirigentes e colaboradores do Sistema OCB/RJ. Ao longo da programação, o grupo participou das diferentes atividades e teve a oportunidade de trocar experiências com cooperativistas de várias regiões do país.

Mais do que acompanhar os conteúdos apresentados em Brasília, a proposta agora é olhar para a realidade das cooperativas fluminenses e identificar como esse conhecimento pode contribuir para o trabalho desenvolvido no estado.

Para o presidente do Sistema OCB/RJ, Vinicius Mesquita, a Semana deixa um direcionamento mais claro para as próximas ações.

“Viemos para Brasília com uma comitiva de 32 pessoas do Rio de Janeiro e voltamos sabendo melhor onde precisamos atuar. Falamos muito sobre cultura, gestão, participação e, principalmente, sobre a relação do cooperado com a sua cooperativa. Agora precisamos trazer isso para a nossa realidade, conversar com as cooperativas do Rio e transformar esse conhecimento em ações que façam sentido para elas. Esse é o trabalho que começa a partir daqui”, afirmou.

Cultura que precisa chegar às cooperativas

Um dos principais pontos discutidos durante a Semana foi a necessidade de acompanhar o crescimento do cooperativismo com um trabalho permanente de fortalecimento da identidade do movimento.

Hoje, o cooperativismo brasileiro reúne 29 milhões de cooperados. Diante desse crescimento, o desafio apresentado durante o evento foi fazer com que cada vez mais pessoas compreendam não apenas os serviços e benefícios oferecidos por uma cooperativa, mas também o que significa fazer parte desse modelo.

Nesse processo, temas como participação dos cooperados, formação de lideranças, educação cooperativista, comunicação, sucessão e aproximação das novas gerações ganharam espaço nas discussões.

Para o Sistema OCB/RJ, esses debates também ajudam a orientar o trabalho que será desenvolvido junto às cooperativas fluminenses, respeitando as diferentes realidades, portes e ramos presentes no estado.

Do encontro à prática

O encerramento da Semana de Competitividade reforçou justamente essa passagem do conteúdo para a prática. A proposta é que as discussões realizadas em Brasília não fiquem restritas aos três dias de evento, mas sejam compartilhadas e desenvolvidas nos estados e dentro das cooperativas.

Durante o encerramento, também foi apresentada a Comunidade CulturaCoop, iniciativa que vai conectar agentes de cultura e participantes de todo o país para compartilhar materiais, experiências e boas práticas e manter o trabalho em rede após o evento.

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o trabalho de fortalecimento da cultura cooperativista começa efetivamente com o retorno dos participantes aos seus estados e às suas cooperativas.

No Rio de Janeiro, esse movimento ganha continuidade a partir das experiências trazidas pela comitiva e do diálogo com as cooperativas.

Depois de três dias de encontros, debates e troca de experiências, a delegação fluminense retorna com uma tarefa concreta: fazer com que a cultura cooperativista esteja cada vez mais presente na gestão, nas relações e, principalmente, na participação das pessoas que constroem diariamente as cooperativas do estado.