Hoje é sexta-feira, 1 de março de 2024

Sistema OCB apresenta demandas do Ramo Crédito ao Banco Central

O Sistema OCB e o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução (Diorf), Renato Dias, se reuniram nesta quinta-feira (26) para tratar sobre demandas relevantes para o cooperativismo de crédito no Brasil. O encontro contou com a presença do presidente, Márcio Lopes de Freitas, e da superintendente, Tania Zanella.

O presidente Márcio destacou o papel das cooperativas de crédito na inclusão financeira da sociedade e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país. Ele lembrou que as cooperativas são as únicas instituições financeiras fisicamente presentes em 322 municípios brasileiros. “As cooperativas de crédito localizadas nesses municípios garantem que ninguém fique de fora. É uma inclusão financeira que fomenta o desenvolvimento, especialmente em regiões de difícil acesso. A missão do cooperativismo é cumprida quando pessoas alcançam oportunidades que permitem a construção de um futuro próspero”, disse.

Márcio Freitas também apresentou os resultados do estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontando que o Ramo Crédito possui um impacto relevante em municípios que contam com a presença do cooperativismo. “Esse impacto se traduz em um aumento de 5,6% no PIB per capita, um acréscimo de 6,2% nos empregos formais e na ampliação de 15,7% no número de estabelecimentos locais”, destacou.

A importância das cooperativas de crédito em contratos de custeio, ou seja, na distribuição de recursos para financiar o setor produtivo rural foi outro ponto abordado. Tania Zanella salientou que o segmento desempenha um importante papel nessa finalidade. “São 37% dos contratos. As cooperativas ficam atrás somente dos bancos públicos, que possuem 61% dos contratos. Esses números refletem a relevância do ramo como uma ferramenta que impulsiona o desenvolvimento rural”, salientou.

Tania também apresentou dados de desempenho do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) no contexto dos Programas Emergenciais do Governo Federal para enfrentar os desafios da pandemia da Covid-19. Segundo ela, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) contou com a participação do sistema em 19% do total de contratos e em 13% do valor financeiro do programa, com valores totais de R$ 37,5 bilhões.

O encontro ainda contemplou o desafio BRC R$ 1 TRI, que prevê, até 2027, o alcance de  R$ 1 trilhão em movimentacões financeiras e 30 milhões de cooperados. O presidente Márcio reforçou que as cooperativas de crédito estão engajadas com o compromisso. “Esse é um plano de prosperidade, desenvolvimento socioeconômico e crescimento do cooperativismo”, declarou.

Dentro das prioridades do SNCC, o projeto Conhecer para Cooperar foi apresentado com o intuito de envolver os servidores do Banco Central. O programa tem o objetivo de visitar, in loco, as melhores práticas do cooperativismo de crédito no Brasil e no exterior. Estão convidados os representantes dos sistemas cooperativos, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), os ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e da Fazenda (MF), além do Sebrae e do Banco Central.

Além disso, foi discutida a regulamentação dos dispositivos da LC 196/22 que alteram a Lei Complementar 130/2009, com o intuito de incluir as confederações de serviço constituídas por cooperativas de centrais de crédito entre instituições que integram o SNCC e entre as que podem ser autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Fonte: SomosCooperativismo