Ricardo Matiello, presidente da XSpaces, disse que a ideia foi que os jovens pudessem interagir como num jogo de videogame para propor soluções a questões do dia a dia das cooperativas. “Nada melhor que usar a ferramenta de inovação e tecnologia para que eles possam estar ambientados para o que vão encontrar quando assumirem suas posições, (…) para que possam se adaptar a novas formas de fazer o que os pais deles faziam, só que dentro de ferramentas tecnológicas”, disse.
Matiello afirmou que existe um grande potencial de usos do metaverso a ser explorado. A ferramenta pode auxiliar, por exemplo, em questões de capacitação, segurança do trabalho e visitas virtuais.
A Integrada continuará a utilizar o espaço inaugurado no metaverso. “Nós acreditamos que aproximar os jovens das novas ferramentas é papel do cooperativismo. No passado, talvez demorasse para o agro ter contato com isso, mas hoje ele está andando muito perto”, disse Haroldo Polizel, superintendente da cooperativa. “Essa experiência os provoca e os leva a pensar no amanhã”.
Ele já começou a imaginar as aplicações que poderão ser adaptadas ao metaverso, desde a parte de negociação comercial, de visitas virtuais a fazendas até a interação entre o produtor no campo e lojas de máquinas ou fornecedores de peças. O ambiente também pode ajudar, segundo o superintendente, a melhorar a rastreabilidade e a imagem da produção brasileira.
A jovem Catarina Contin Gallerani ressaltou que a tecnologia é complementar à experiência física. “Despertou pontos de saber o que a tecnologia nunca vai substituir, como a importância do contato físico, a produção em si, que não pode acontecer no metaverso. Mas a tecnologia aprimora o que é insubstituível, traz algo a mais, facilita interações que acabam atrasando alguma atividade”, concluiu.